Cuba homenageia José Martí, inspirador da luta pela Nossa América

20 de maio de 2014 - 11h54

“Nós, cubanos, aprendemos com José Martí que nossa pátria é a humanidade”, disse Fidel Castro quando discursava em uma conferência internacional em 2003. Nesta segunda-feira (19), o mundo completou 119 anos sem Martí. Considerado herói nacional de Cuba, ele é um dos exemplos de que as ideias não morrem quando são justas: sua principal herança é a luta pela Nossa América que inspirou grandes líderes latino-americanos.

Por Théa Rodrigues, da redação do Portal Vermelho

Martí morreu em combate no dia 19 de maio de 1895

Pelo compromisso com sua obra e pela admiração ao herói nacional, nesta segunda-feira (19) os cubanos renderam um tributo a José Martí no mausoléu que guarda seus restos mortais. Fidel Castro e seu irmão, o presidente Raúl Castro, enviaram coroas de flores que foram depositadas como homenagem no túmulo de Martí, no cemitério de Santa Ifigênia.

Martí morreu em combate no dia 19 de maio de 1895, no vilarejo de Dois Rios. No comando de um contingente de patriotas cubanos, após um encontro inesperado com tropas espanholas, José Martí foi atingido. Seu corpo, mutilado pelos soldados espanhóis, foi exibido à população e posteriormente sepultado na cidade de Santiago de Cuba, em 27 de maio do mesmo ano.

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O pensamento e a obra do herói nacional de Cuba são os de um homem de reconhecido pela firmeza de seu caráter e refinada sensibilidade. Martí interpretou os problemas da época em que viveu e vislumbrou o futuro. Fundou o Partido Revolucionário Cubano e organizou a guerra contra o colonialismo espanhol, chamada de Guerra Necessária.

Frequentemente, aqueles que veem a integração latino-americana como saída fundamental aos desmandos do imperialismo estadunidense, recorrem ao pensamento martiano. “Já estou todos os dias em perigo de dar a minha vida pelo meu país e, pelo meu dever, de impedir a tempo, com a independência de Cuba, que os Estados Unidos se estendam pelas Antilhas e caiam, com mais essa força, sobre nossas terras da América. O que fiz até hoje, e o que farei, é para isso”, escreveu Martí ao amigo Manuel Mercado, pouco antes de morrer.

O comandante da Revolução Cubana, Fidel Castro, é um dos que considera Martí o inspirador e autor intelectual de sua luta. “O maior monumento dos cubanos a sua memória é ter sabido construir e defender esta trincheira, para que ninguém pudesse cair com uma força a mais sobre os povos da América e do mundo. Com ele aprendemos o valor e a força das ideias”, declarou o ex-presidente em um colóquio sobre Martí.

Martí dizia que “de Nossa América se sabe menos do que urge saber” e falava também que “os direitos se tomam, não se pedem; se arrancam, não se mendigam”. É neste sentido que hoje a América Latina ressuscita Martí para buscar em suas raízes a força para seguir avançando em sua integração, com seus mecanismos independentes como a Comunidade de Estados Latino-Americanos (Celac), a Aliança Bolivariana para as Américas (Alba), entre outros.

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