segunda-feira, 27 de janeiro de 2014, Via Autodinamismo

Escrito por Sinay Céspedes Moreno

A atualização e aperfeiçoamento do modelo socioeconômico cubano foi iniciado em 2013 sem pausas, ao ritmo necessário, na procura duma economia mais eficiente, próspera e sustentável, capaz de manter as garantias sociais geradas nas últimas cinco décadas.
Crescem as políticas e programas aprovados e a serem executados para cumprir tais objetivos, assegurou o vice-presidente do Conselho de ministros, Marino Murillo, ao comparecer em meados de dezembro perante o Parlamento.

Como parte deste propósito, o dirigente assinalou que Cuba trabalha na elaboração de um plano de desenvolvimento econômico em longo prazo, até 2030.

Mencionou que culminou a elaboração da primeira versão da proposta de conceptualização do modelo econômico e social cubano, assim como a projeção em longo prazo, que deverão estar prestes em 2015.

Deste jeito recordou que se concluiu o programa para a unificação monetária e cambiária, que deixará ao peso cubano como a moeda oficial e determinará a eliminação gradual do peso cubano conversível (CUC).

O presidente cubano, Raúl Castro, qualificou de passagem transcendental a posta em vigor do cronograma de trabalho para a unificação monetária e cambiária, por sua repercussão em todas as áreas da vida nacional.

Este, acrescentou, será iniciado para as pessoas jurídicas (organismos estatais, entidades empresariais, cooperativas e outros) visando criar as condições para o incremento da eficiência, medir adequadamente os fatos econômicos e dinamizar as exportações.

Numa segunda etapa, este mecanismo se alargará às pessoas naturais.

Atualmente se preparam condições para isso, o qual inclui a conformação do marco jurídico, as modificações dos registros contáveis e das normas de contabilidade, assim como a habilitação dos funcionários envolvidos.

O mandatário cubano asseverou que esta decisão por si própria não constitui a solução mágica dos problemas de Cuba.

Contudo, contribuirá de maneira decisiva a melhorar o funcionamento da economia e a edificação de um socialismo próspero e sustentável, menos igualitário e mais justo, o que em definitiva propiciará maiores benefícios a todos os cubanos.

Ao mesmo tempo deste processo que conduzirá ao estabelecimento de uma única moeda, o Governo cubano está empenhado em aperfeiçoar os instrumentos para o controle sobre a emissão monetária e o equilíbrio financeiro da população, em um contexto que prevê a atuação crescente do setor não estatal.

Sobre este último aspecto dados oficiais mostram que 444 mil e 109 cubanos exercem o trabalho por conta própria em uma ou mais das 201 modalidades existentes, face aos 157 mil e 300 que existiam três anos atrás.

Do mesmo jeito, até hoje foram autorizadas 270 cooperativas não

agropecuárias, das quais 250 se encontram funcionando e o restante está em formação, em tanto outras 228 se encontram em processo de aprovação.

Murillo significou que na conceptualização do modelo cubano se dará prioridade às cooperativas, por cima dos trabalhadores por conta própria, por quanto se sustentam no contributo produtivo de seus parceiros, têm uma maior responsabilidade e uma distribuição de seus ganhos e sucessos coletivos e individual.

Exemplo disso é a entrega de créditos a 96 cooperativas como apoio financeiro para o início de suas operações.

Além disso, este ano se outorgaram à população mais de 218 mil e 400 créditos por um montante superior aos mil 773 milhões de pesos, essencialmente destinados à realização de ações construtivas nas moradias.

Também se encontra em andamento um conjunto de medidas que flexibiliza de maneira ordenada o objeto social da empresa estatal socialista e a potencia com maior autonomia, o qual favorece a melhor exploração de suas capacidades

produtivas e o acesso ao mercado, logo depois de cumprir com o encargo estatal.

Noutra ordem, recentemente se lembrou o aperfeiçoamento da política para o Investimento Estrangeiro, fator de singular importância para dinamizar o desenvolvimento econômico e social da Ilha.

ECONOMIA CUBANA CRESCE EM 2013

O ano que termina Cuba atingiu um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,7 por cento, conforme informou o ministro da Economia e Planejamento, Adel Izquierdo.

A cifra é inferior a 3,6 por cento previsto, devido fundamentalmente aos não cumprimentos na indústria manufatureira, às obras e nos ganhos em moeda livremente conversível.

Contudo, precisou, a maioria das atividades registraram incrementos em 2013 comparado com o ano anterior, em tanto a balança comercial de bens e serviços fechou com um saldo positivo de mil 256 milhões de dólares.

Enquanto isso, neste período se constatou uma maior eficiência no uso dos portadores energéticos e a geração elétrica satisfez a demanda nos setores estatal e residencial.

Para 2014 se prevê que o PIB cubano crescerá 2,2 por cento, explicou Izquierdo, na procura de reservas existentes no país para obter eficiência e um melhor planejamento e controle sobre os investimentos.

*Jornalista da redação Econômica de Prensa Latina.

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