quinta-feira, 20 de novembro de 2014
 
 
Do Vermelho
 
 
quinta-feira, 20 de novembro de 2014 
 
 Do Vermelho
 
 
O editorial “A fuga de cérebros em Cuba, cortesia dos EUA”, publicado na última segunda-feira (17) pelo jornal New York Times, ataca o programa (iniciado em 2006, durante a administração de George W. Bush) que incentiva a migração de médicos cubanos durante missões oficiais no exterior. Segundo o artigo de opinião, esta prática é “particularmente difícil de justificar”. Desde o dia 12 de outubro, o veículo de comunicação já publicou seis editorais a favor do fim do bloqueio à ilha caribenha. 
 
“É incongruente que os Estados Unidos valorizem as contribuições dos médicos cubanos enviados pelo governo para ajudar em crises mundiais, como aquela do terremoto no Haiti, em 2010, enquanto procura desestabilizar o Estado, facilitando as deserções”, assinala o texto.
 
Ainda de acordo com o New York Times, há muitos aspectos condenáveis na política de bloqueio que os EUA impõem a Cuba há décadas.
 
 
O jornal reconhece que, apenas em 2014, 1.278 médicos – um recorde segundo os números apurados pelo Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos – obtiveram autorização para imigrar. Da mesma forma, critica o sistema migratório do país, que “não deve ser utilizado para agravar a fuga de cérebros de uma nação adversária, sobretudo quando melhorar a relação entre os países é um objetivo viável e sensato”.
 
Na época em que o programa foi desenhado, a administração de Bush “estava procurando sabotar o governo cubano”, afirma o editorial. Segundo o New York Times, facilitar a deserção de médicos que participam de missões no exterior representava uma oportunidade de “atentar contra a principal ferramenta diplomática da Ilha e humilhar o regime dos Castro (Fidel e Raúl)”.
 
O jornal sublinha que Cuba tem um dos índices mais altos de médicos per capita no mundo, e oferece bolsas para cursar estudos de saúde a centenas de estudantes internacionais a cada ano. O texto destaca que, na ilha de 11 milhões de habitantes, 440 mil estão empregados no setor de saúde.
 
"Enquanto se mantenha esta política incoerente, estabelecer uma relação mais saudável entre ambas as nações vai continuar sendo difícil", enfatiza o New York Times.
Postado por AF Sturt Silva  
 
 

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