ASSOCIAÇÃO CULTURAL DO RIO GRANDE DO SUL REALIZA “VIIICONVENÇÃO ESTADUAL DE SOLIDARIEDADE A CUBA”

Associação Cultural José Marti/RS

Em 02/06/2013

Por Vânia Barbosa – MTB 8927

 

No próximo dia 8 de junho de 2013, a Associação Cultural José Marti/RS realiza, em Porto Alegre, a “VIII Convenção Estadual de Solidariedade a Cuba”, atividade preparatória para o encontro nacional, que ocorre entre nos dias 13, 14 e 15 de junho, em Foz do Iguaçu.

A convenção gaúcha terá a participação da Consulesa de Cuba no Brasil, Ivette Martinez, e debaterá temas como a Campanha pela Libertação dos Cinco Antiterroristas Cubanos Presos nos Estados Unidos; O Combate ao Terrorismo Internacional contra Cuba; A Luta contra o Bloqueio Econômico e Financeiro a Cuba e Organização das Brigadas Internacionais para Cuba.

O evento ocorre das 9 às 13h, na sede da AFOCEFE – SINDICATO, na Rua dos Andradas, 1234, 21º andar, centro de Porto Alegre.

Em Foz do Iguaçu a XXI Convenção Nacional, coordenada pelo professor Kico França vai contar com painéis formados por representantes das entidades de solidariedade a Cuba no Brasil e demais painelistas como o Vice – Presidente do Instituto Cubano de Amizade com os Povos – ICAP, Elio Gamez; Adriana Pérez, ativista e esposa de Gerardo Hernández, um dos Cinco antiterroristas cubanos nos EE.UU; a Presidenta do Conselho Mundial da Paz e do CEBRAPAZ, Socorro Gomes; os jornalistas Beto Almeida, da TV Senado e Iroel Sánchez, também blogueiro cubano; Carlos Permuy, familiar de uma das vítimas do atentado contra o avião cubano em Barbados e o Secretário Executivo do Foro de São Paulo, Valter Pomar. Ainda participam o Embaixador de Cuba, Carlos Zamora Rodríguez, e o Conselheiro Político da Embaixada Rafael Hidalgo, além de Fábio Simeón, representante do ICAP no Brasil.

São aguardados convidados de partidos políticos, centrais sindicais, movimentos sociais e estudantis, da União Brasileira de Mulheres – UBM; União de Negros e Negras pela Igualdade – UNEGRO; da Universidade Federal da Integração Latino-Americana – UNILA, Uniamérica; Unioeste; União Dinâmica Cataratas; CESUFOZ-FAFIG; UNIFOZ; Anglo-americano.; CONAN;IES e representantes da Venezuela, Paraguai e Argentina. Leia a programação completa no link http://www.convencaonacionalcubabrasil.org/


Os Cinco antiterroristas cubanos 

Os “Cinco” cubanos foram sequestrados e presos por agentes do FBI, em setembro de 1998, no Sul da Flórida, ao tentar impedir os planos terroristas contra a Ilha, planejados por grupos extremistas cubano-estadunidenses radicados em Miami e capitaneados pela CIA.

Entre tantas ações terroristas dos Estados Unidos os cubanos tiveram os campos de cana de açúcar– essenciais para a economia do País – incendiados. A queima da produção teve como objetivo debilitar a principal fonte de trabalho e renda existente no País. Foram várias as cartas enviadas pelo governo cubano aos Estados Unidos para que detivessem os ataques, inclusive tendo como porta-voz o escrito colombiano Gabriel Garcia Marques. O imperialismo silenciou e a saída foi enviar os “Cinco” para que se infiltrassem no meio dos terroristas para informar sobre novos ataques e Cuba adotar medidas contra resultados fatais. Na época, os Cinco conseguiram evitar 170 ataques.

Após a prisão os antiterroristas foram mantidos em isolamento durante 17 meses, antes dos processos irem para o Tribunal. Com essa longa detenção preventiva e um julgamento perante a Corte Federal de Primeira Instância de Miami (Flórida) – que durou cerca de sete meses -, em junho de 2001 foram declarados culpados com as seguintes alegações: atuar e conspirar como agentes não oficiais de um governo estrangeiro; fraude e uso indevido de documentos de identidade e, no caso de três dos acusados, conspiração para reunir e transmitir informações sobre a segurança nacional. Em dezembro de 2001, sob pressão da comunidade anticastrista foram condenados a penas que somam desde 15 anos de prisão até cadeia perpétua.

Os acusados afirmaram que atuavam para o governo cubano como agentes não oficiais, mas negam as acusações mais graves contra eles e alegam que sua missão era a de vigiar os grupos cubanos que vivem nos Estados Unidos responsáveis por atos hostis contra Cuba, ou seja, seu próprio país. Outra missão era a de vigiar qualquer sinal visível de ações militares estadunidenses contra a Ilha. Em nenhum momento atuaram contra a segurança nacional dos EUA, afirmam.

Ainda que o governo estadunidense sustentasse que os “Cinco” manejaram ou transmitiram alguma informação ou documento oficial sobre o país, durante o julgamento não foi apresentada nenhuma prova que comprovasse essa afirmação.

Os advogados de defesa reiteradamente denunciaram as múltiplas violações legais cometidas no processo e as injustificadas penalidades. Pratica-se, portanto, contra os “Cinco”, uma farsa judicial absurda e sem nenhum valor, que violam, inclusive, dispositivos da Constituição Estadunidense e do Direito Internacional.

Entre tantos recursos, em junho de 2010 os advogados de defesa dos Cinco apresentaram moção perante a Corte Federal de Primeira Instância para solicitar um habeas corpus, com base em denúncias do Relatório da Anistia Internacional sobre os jornalistas em Miami que haviam escrito artigos prejudiciais a Cuba durante o julgamento dos Cinco. Os jornalistas eram empregados assalariados do governo estadunidense e trabalhavam para a Rádio e a TV Martí, meios de comunicação anticastrista pagos pelo governo dos EUA para induzir a opinião pública a acreditar na farsa que foi o julgamento.

Em um informe emitido no dia 13 de outubro de 2010, a Anistia Internacional demanda ao governo dos Estados Unidos que revise o caso e evite qualquer injustiça, seja através de proceso de indulto ou outro meio apropriado, no caso de novas apelações legais resultarem ineficazes.

Os processos dos “Cinco” são considerados uma surpreendente aberração jurídico-política e geram manifestações e protestos em centenas de entidades do mundo – além de 10 Prêmios Nobel, ativistas políticos e chefes de Estado e de Governo, sem que a farsa que foi o julgamento e a sentença imposta aos prisioneiros seja revisada.

Apesar de ter cumprido toda a pena em cárceres norte americanos, em 2012, René González Schwerert, um dos Cinco foi obrigado a permanecer naquele país por mais três anos, em regime de liberdade supervisada, com a justificativa de ter cidadania estadunidense. Recentemente, após a morte de seu pai, René obteve autorização para viajar a Cuba, medida permitida pela sua condição de liberdade supervisionada. E desde o último dia 3 de maio, a juíza da Flórida Joan Lenard aceitou a solicitação apresentada pelo antiterrorista para modificar as condições da sua liberdade e possibilitar sua permanência em Cuba, em troca da renúncia voluntária a sua cidadania estadunidense.

René já apresentou o pedido de renúncia e a juíza manifestou-se favoravelmente. No entanto, ainda falta uma nova manifestação para modificar a situação de liberdade supervisionada, o que deverá ocorrer nos próximos dias.

Segundo o presidente da Associação Cultural José Martí, Ricardo Haesbaert, “é preciso esclarecer cada vez” mais à comunidade internacional e, principalmente à estadunidense, que enquanto os “Cinco sofrem injustas prisões e pressões psicológicas, verdadeiros terroristas como Luís Posada Carriles circulam livremente nas ruas de Miami, o que demonstra a contradição moral dos Estados Unidos na condução do caso dos Cinco e nos discursos vazios de combate ao terrorismo”.

Quem são os “Cinco” prisioneiros do imperialismo estadunidense

Antonio Guerrero Rodriguez, cubano/americano, condenado a prisão perpétua,mais 10 anos. Nasceu em 18 de outubro de 1958, em Miami. É engenheiro de Construção de Aeródromos, pintor e poeta.

René González Schwerert, cubano/americano, condenado a 15 anos de prisão. Nasceu em 13 de agosto de 1956, em Chicago, filho de pais cubanos. É piloto e instrutor de vôo.

Gerardo Hernandéz Nordelo, condenado a duas prisões perpétuas, mais 15 anos de prisão. Nasceu em 4 de junho de 1965, em Havana. Formado em Relações Políticas Internacionais; caricaturista, com diversas publicações e exposições em Cuba.

Fernando González Llort, condenado a 19 anos de prisão. Nasceu em 18 de agosto de 1963, em Havana. Graduado com Diploma de Ouro, em 1987,em Relações Políticas Internacionais.

Ramón Labañino Salazar, condenado a prisão perpétua, mais 18 anos. Nasceu em 9 de junho de 1963, em Havana. Graduado com Diploma de Ouro, em 1986, em Economia.

Maiores informações no site www.josemarti.org.br na categoria “Cinco Herois”


O Terrorismo Internacional contra Cuba

Desde a década de 60 já afirmavam que a política externa dos Estados Unidos é uma política de terrorismo de estado. E que também existe uma contradição entre o discurso político e a prática imperialista, pois enquanto se utiliza de conceitos de democracia, os direitos humanos são pouco cumpridos e, principalmente em sua política externa, estão ausentes há muito tempo.

Durante mais de meio século Cuba é vítima da guerra psicológica, operações de propaganda político-ideológica e atentados.A violência terrorista tem sido uma constante na forma de os Estados Unidos relacionar-se com a Ilha. Desde o triunfo da Revolução Cubana, em 1959, Washington vem descarregando contra a Ilha um mecanismo de agressão disseminado por oficiais da Agência Central de Inteligência (CIA), pelo Pentágono e a Oficina Federal de Investigação (FBI), que com o tempo conta, ainda, com o apoio de outras instituições governamentais.

Mediante esse mecanismo encoberto, a CIA arma, treina, financia e garante proteção a extremistas cubanos em Miami, a maioria dos quais integraram a Brigada 2506 que fracassou na invasão mercenária de Playa Girón (1962). Organizados em grupos terroristas, como a Coordenação de Organizações Revolucionárias Unidas (CORU), Alpha 66 e Irmãos para Resgate e com o apoio da Fundação Nacional Cubano-Americano (FNCA) vêm planejando sabotagens e atentados com explosivos na Ilha e em representações políticas no exterior, além de múltiplos atentados contra Fidel Castro.

Esses grupos aparecem vinculados ao assassinato de John Fitzgerald Kennedy, em Dallas e se constituíram na força de elite encoberta da rede golpista internacional que interviu na derrubada de Salvador Allende no Chile, na Operação Condor e nas guerras sujas da CIA nas Américas Central e do Sul nos anos 70 e 80. E que em pleno século XXI estiveram presentes na ação cívico-militar contra Manuel Zelaya em Honduras (2009).

Além dos atentados e do criminoso bloqueio, Cuba enfrenta uma onda midiática de poderosas redes de televisão dos EE.UU e da Europa seguidas de forma subalterna pela mídia colonizada do Brasil, que não aceita as conquistas da revolução cubana. Ocorre que apesar de um criminoso bloqueio, imposto há mais de 50 anos pelos EE.UU, a Ilha é reconhecida pelos avanços em saúde, educação e desenvolvimento científico – pedagógico, bem como pela sua solidariedade internacionalista ao prestar apoio aos países pobres como o Haiti, onde centenas de médicos e enfermeiros cubanos lutam para combater a epidemia do cólera.

De forma proposital a mídia se ajoelha diante do mundo capitalista e opta por omitir que a cada sete segundos uma criança de menos de dez anos morre de fome. Nenhuma delas é cubana! Segundo a FAO, 842 milhões de pessoas sofrem de desnutrição crônica no mundo. Nenhuma delas é cubana! No “mundo livre” 200 milhões de crianças vivem e dormem nas ruas. Nenhuma delas é cubana! Atualmente quase dois milhões de jovens morrem no mundo somente por falta de água potável e saneamento básico. Nenhum morre em Cuba por esta causa!

O brutal terrorismo midiático contra Cuba também coincide com as investidas para deter as políticas que vêm sendo adotadas por governos progressistas na América Latina e a consequente transformação emancipadora em curso na Região.

Maiores informações no site www.josemarti.org.br na categoria “Nossos Argumentos”

 


O bloqueio econômico, comercial e financeiro contra Cuba.

 

O bloqueio econômico, comercial e financeiro contra Cuba começou a ser aplicado a partir do triunfo da Revolução Cubana, em 1959, e ao longo dos anos vem sendo reforçado por meio de medidas presidenciais e legislativas que o tornam mais ferrenho e abrangente.

A política de asfixia imposta pelo bloqueio reflete a obsessão dos sucessivos governos dos Estados Unidos em destruir o sistema político, econômico e social cubano e violar o direito do povo e do governo à livre determinação e soberania.

Considerando a Convenção de Genebra de 1948 para a Prevenção e a Sanção do Delito de Genocídio, as medidas que sustentam o bloqueio podem ser qualificadas como um ato brutal de genocídio e, de acordo com a Declaração relativa ao Direito da Guerra Marítima, adotada pela Conferência Naval de Londres de 1909, como um ato de guerra econômica. Se consultados os sites dos Departamentos do Tesouro e Comércio dos EUA poderá ser constatado que o bloqueio contra Cuba permanece como um sistema de sanções unilateral mais injusto, longo, abrangente e severo nunca aplicado contra nenhum país no mundo.

Como consequência da estrita e agressiva aplicação das leis e normativas que tipificam o bloqueio, Cuba continua sem poder exportar e importar livremente produtos e serviços para os Estados Unidos, e nem utilizar o dólar norte-americano em suas transações financeiras internacionais ou, ainda, ter contas nessa moeda em bancos de outros países. Também não lhe é permitido ter acesso a créditos de bancos nos Estados Unidos, em suas filiais em outros países e instituições internacionais como o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional ou o Banco Interamericano de Desenvolvimento.

O prejuízo econômico ocasionado ao povo cubano pela aplicação do bloqueio até dezembro de 2011, considerando a depreciação do dólar frente ao valor do ouro no mercado internacional, equivale a 1 bilhão e 66 mil milhões de dólares, causando enormes prejuízos ao desenvolvimento econômico, social e técnico-científico da Ilha.

Apesar de 20 condenações nas Assembleias – Gerais da ONU e dos sucessivos pedidos para que cesse o bloqueio, o governo estadunidense despreza a vontade da comunidade internacional e as resoluções daquele Órgão, e permanece afirmando que manterá a medida como uma “ferramenta de pressão” e “ não tem intenção alguma de alterar seu enfoque com Cuba”.

Maiores informações no site http://www.josemarti.org.br/informe-cuba-bloqueio-2012-em-portugues/informe-cuba-bloqueo-2012-portugues/


As Brigadas Internacionais de solidariedade com Cuba.

Coordenadas pelo Instituto Cubano de Amizade entre os Povos – ICAP, criado em 30 de dezembro de 1960, as Brigadas de Solidariedade e Trabalho Voluntário visam a promover a visão internacionalista de solidariedade e possibilitar um encontro de diversas culturas para reflexão e debates sobre a realidade nacional e internacional, além do intercâmbio de experiências entre grupos representativos dos setores populares e progressistas de todo o mundo.

Atualmente ocorrem as Brigadas de 1º de Maio (internacional); Che Guevara (Canadá); José Martí (europeia); “Pablo de la Tómente Brau”(Europa Oriental);Juan Ruis Rivera(Porto Rico); Brigada Venceremos (Estados Unidos); Brigada Latino-americana e Caribenha de Trabalho Voluntário; Brigada de Luta contra o Terrorismo Midiático e Brigada Pelos Caminhos de Che. Nos países e em cada estado, as brigadas são organizadas pelas entidades de solidariedade com Cuba, a partir de uma convocatória encaminhada pelo ICAP estabelecendo datas, tempo de estadia e programação.

As brigadas têm duração de 14 a 20 dias, com jornadas de trabalho nas plantações de cana de açúcar, pomares, hortas e outros tipos de agricultura, tudo intercalado por atividades culturais e conferências sobre temas da atualidade cubana, visita a lugares de interesse histórico-social, a centros de produção ou assistenciais, além de encontros com a população de bairros e comunidades, inclusive de outras províncias.

Desde a criação do ICAP milhares de pessoas foram recebidas e tiveram a oportunidade de conhecer de perto as transformações sociais, econômicas, politicas e culturais que ocorrem em Cuba, apesar das políticas hostis dos sucessivos governos estadunidenses, como o bloqueio econômico imposto desde 1962.

Maiores informações no site www.josemarti.org.br na categoria “Brigadas Cubanas”

 

Comitê Internacional pela Liberdade dos Cinco promove em Washington Segunda Jornada “5 dias pelos 5 cubanos.

 

Coletiva de imprensa durante a Segunda Jornada pelos Cinco

Desde o dia 30 até cinco de junho, na capital de Estados Unidos, Washington, está ocorrendo uma jornada internacional em defesa dos antiterroristas cubanos, com a participação, entre outras, de reconhecidos intelectuais, escritores, políticos, artistas, sindicalistas, líderes religiosos e advogados, como a legendária lutadora afra – estadunidense Angela Davis, a líder hispana Dolores Huerta, o filósofo e euro – parlamentar Gianni Vattimo, o escritor brasileiro Fernando Morais e o escritor e jornalista radicado na França Ignacio Ramonet.

Neste primeiro de junho teve uma manifestação pacífica em frente à Casa Branca, da qual participaram, ainda, ativistas vindos de Quebec, Canadá e de diferentes cidades dos Estados Unidos, incluindo uma numerosa delegação de cubano- americanos residentes em Miami.

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