Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba – Primeiro dia defende soberania cubana

18 junho de 2013

Texto: Alexandre Haubrich, Jornalismo B

Fotos: Bruna Andrade e Alexandre Haubrich, Jornalismo B

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Nos dias 13 e 14 mais de 300 militantes de diversos estados brasileiros, da Argentina, do Paraguai e da Venezuela se juntaram, em Foz do Iguaçu, à delegação de Cuba, e debateram formas de apoio à Revolução Cubana na XXI Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba.

A programação do primeiro dia teve debates sobre as formas de terrorismo contra Cuba. Primeiro, o terrorismo midiático. Depois, três casos específicos de ataques contra a população cubana: a base de Guantánamo; o caso do atentado contra o vôo 455 da Cubana de Aviação, em 1976; e a história dos Cinco Heróis, antiterroristas cubanos presos há 15 anos nos Estados Unidos.

As atualizações do modelo econômico

Antes, porém, quem esteve na mesa foi a economista cubana Gladys Hernández, apresentando um panorama e respondendo perguntas sobre as atualizações do modelo econômica que o país vem levando a cabo já há alguns anos. Ela explicou o longo processo de debates na base para montar o projeto de atualizações. Conforme relatou, são quatro eixos: debates nas assembleias Municipais, Provinciais e Nacional; nas organizações de massa; e nas fábricas. O enfrentamento ao problema do êxodo rural – Cuba importa 70% dos alimentos que consome – também foi destacado por Gladys. Os créditos para produção e comercialização são o principal caminho nesse sentido.

O terrorismo midiático

Em seu painel sobre mídia, o jornalista e blogueiro Iroel Sánchez ressaltou que Cuba “é o único país em que coexistem um alto Índice de Desenvolvimento Humano e uma prática de sustentabilidade”. Mas seu foco era mesmo a disputa midiática, e lembrou que “a palavra ‘Cuba’ sempre aparece na mídia acompanhada da palavra ‘ditadura’”. Iroel falou do uso da imigração como arma midiática. Para ele o discurso que fala sobre “fugas” de cubanos é mentiroso, já que a maior parte das imigrações têm razões econômicas e que outros países da região têm proporcionalmente mais saídas aos EUA do que Cuba.

Iroel, um dos criadores do EcuRed (a Wikipédia cubana), chamou os presentes a se inserirem na “guerra das redes” e falou sobre as formas pelas quais Cuba é abordada na mídia dominante: “Quando se fala de Cuba ou fala o governo, demonizado, ou as marionetes (oposicionistas da Revolução financiados por organizações estadunidenses), mas há todo um espectro entre eles”. E buscou explicações: “Os meios de comunicação não fazem o que fazem simplesmente por serem maus, mas por terem interesses de classe e financeiros”, afirmou.

Presidente do Conselho Mundial da Paz fala sobre Guantánamo

A brasileira Socorro Gomes, presidenta do Conselho Mundial da Paz, foi à mesa lembrar mais um exemplo de violação da soberania cubana: a existência e manutenção da base de Guantánamo. Socorro fez uma retomada histórica do imperialismo estadunidense na região, citando a base de Guantánamo, a Emenda Platt, a Doutrina Monroe, e criticando a montagem de bases navais em regiões estratégicas para a política externa dos EUA. Disse ainda que “o terrorismo de Estado, através de ameaças, terror, chantagem e violência, é a forma de domínio exercida pelos Estados Unidos”.

Debates sobre turismo e apresentações culturais completam o dia

Uma das mesas do primeiro dia trouxe ainda três brasileiros que estiveram recentemente em um grande evento de turismo realizado em Havana, e apresentaram impressões sobre o setor turístico da ilha. Ao final, preparando o espírito dos participantes para o dia seguinte, algumas apresentações culturais encerraram as atividades.

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