MANIFESTAÇÃO DO PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO CULTURAL JOSÉ MARTÍ/RS - ACJM/RS, RICARDO HAESBAERT, AOS PARTICIPANTES DO IX COLÓQUIO INTERNACIONAL PELA LIBERDADE DOS CINCO HERÓIS E CONTRA O TERRORISMO, QUE OCORREU NA PROVÍNCIA DE HOLGUÍN, EM CUBA, DE 13 A 17

Companheiras e companheiros da solidariedade. Ao representarmos a Associação Cultural José Marti do Estado do Rio Grande do Sul neste IX Colóquio pela liberdade dos Cinco Heróis e contra o Terrorismo saudamos a todas e todos que se empenharam na organização deste encontro, e aos demais participantes que trazem na bagagem a disposição de avançar mais uma etapa nesta longa e necessária caminhada para exigir a liberdade e disseminar a história e a coragem de Antonio Guerreiro, Fernando Gonzáles, Gerardo Hernández, Ramón Labañino e René González, os Cinco Heróis que não hesitaram em defender com determinação e amor o seu povo e a sua pátria.

A luta pelos Cinco nos ensinou a defender a própria liberdade e a combater a hipocrisia que encobre as verdadeiras intenções do imperialismo quando estabelece uma farsa sem precedentes para julgá-los, condená-los e mantê-los encarcerados, e assim impor represália a Cuba por sua condição de nação livre, soberana e independente. Os Cinco representam esta resistência e dignificam a luta que deverá ser compreendida e inspirar os demais povos que sofrem ataques à sua autodeterminação.

Lutar pelos Cinco também é assumir a justiça e a solidariedade como princípios internacionalistas, a verdade, como norma obrigatória da ética e do direito, e a denúncia, como reação necessária às violações aos direitos humanos onde quer que ocorram.

Lutar pelos Cinco é repudiar a política de agressão dos sucessivos governos estadunidenses ao povo e ao governo cubanos e ressaltar a responsabilidade que têm em apoiar as bárbaras ações que ainda trazem as marcas da dor, da impunidade e da injustiça, contra as quais os Cinco atuaram para impedir novos ataques ao seu País.

Companheiras e companheiros. Não há violação ou mentira que se mantenha para sempre. Assim exige a história. Somos muitos mundo afora e nos indignamos com a farsa que condenou nossos irmãos e os separou dos familiares e da sua Pátria. E desta nossa rebeldia certamente surgiu a força da solidariedade e da esperança que move a luta para que sejam libertados.

Se a história da condenação e prisão dos Cinco está mal contada pelo governo, parte da justiça e do parlamento estadunidense, além da sua mídia subserviente, isso não significa que estamos vencidos em nossa esperança por justiça. Temos muita força para buscar novos caminhos e contar a real história dos nossos Heróis. Temos forças para denunciar que governantes dos Estados Unidos atacam a soberania de outros países em nome dos direitos humanos e do combate ao terrorismo, enquanto protegem e mantém financeiramente os responsáveis pelas atrocidades que sepultaram e mutilaram inocentes cidadãos cubanos, assegurando impunidade aos verdadeiros terroristas.

Sabemos do que a mídia hegemônica e o imperialismo são capazes. Se por um lado os meios de comunicação conduziram o julgamento e a condenação dos Cinco, por outro silenciam sobre as agressões terroristas, prejudicando, assim, a libertação dos antiterroristas cubanos. Fica claro que o apelo midiático da prisão dos Cinco veio para agradar o governo estadunidense que se valeu de mais uma ofensiva para tentar impedir que o povo cubano auto determine o seu destino. Soma-se a esses ataques o criminoso bloqueio sustentado por sórdidos objetivos políticos e que ignora o respeito e o direito à vida, e é mantido mesmo quando a maioria dos países decide pela sua extinção.

Companheiras e companheiros. A liberdade de pensar e falar sem hipocrisia, referida na obra do grande líder José Martí, deverá ser para nós um poderoso testamento que possibilita tanto a resistência como o protagonismo necessários para nos opormos à tirania disfarçada de democracia dos mandatários estadunidenses.

Neste sentido, a solidariedade a Cuba e aos Cinco, além de combater a brutal tirania contra a Ilha, também deve coincidir com a necessidade de defender as políticas que vêm sendo adotadas para fortalecer a unidade da nossa América Latina, integração que não agrada os Estados Unidos e os países que o apoiam para impor seus conceitos e recolonizar a Região.

O presidente Barak Obama sabe que pode falar e agir sem hipocrisia. Sabe que os Cinco são inocentes e que são desumanas as injustiças cometidas nos processos que os condenaram, bem como as violações sofridas em mais de 15 anos de prisão. Para que cesse a falsa moral e a mentira dos discursos que vem sustentando, Obama pode e deve libertar Antonio Guerreiro, Fernando Gonzáles, Gerardo Hernández e Ramón Labañino.

Companheiras e companheiros. Ao concluir reafirmamos aqui o compromisso assumido há 27 anos quando criamos a nossa Associação. O compromisso de apoiar o nobre e heroico povo cubano que mantém soberanamente os princípios humanistas e libertários da sua vitoriosa Revolução. E nos empenhamos para que esses princípios revolucionários permaneçam para nós como um referencial para a própria luta e para apoiar a luta dos demais povos caso sofram violações a sua integridade e à soberania dos seus países.

Holguín, novembro de 2013.

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