IX COLÓQUIO PELA LIBERTAÇÃO DOS CINCO E CONTRA O TERRORISMO - HOLGUÍN DE 13 A 16 DE NOVEMBRO DE 2013 - VIII

A íntegra da Carta do IX Colóquio pela Liberdade dos Cinco Cubanos

02 dez 2013

Tradução: Alexandre Haubrich / Jornalismo B

Declaração Final do IX Colóquio de Holguín pela Liberdade dos Cinco e contra o Terrorismo

Por nove anos consecutivos nos reunimos em Holguín, cidade que desde o primeiro dia serviu de sede para que os amigos solidários de distintos países do mundo encontremos um espaço comum para debater as ações nesta batalha pela vida, a liberdade dos Cinco patriotas cubanos, pela Paz e contra o terrorismo.

Este IX Colóquio se realiza em um contexto diferente dos anteriores. Temos a enorme alegria de contar com a presença de René, depois de ter cumprido até o último dia sua injusta condenação e um ano e meio de absurda liberdade vigiada. Sua presença é um marco decisivo no impulso da balha pela liberdade dos Cinco e nos compromete ainda mais para continuar lutando até colocar fim a esta injustiça.

Em 12 de setembro se completaram 15 anos de injusta prisão, 15 anos de violações, 15 anos de vingança política que se estendem através das prisões de Gerardo, Ramón, Antonio e Fernando a todo o povo cubano pela decisão soberana de ser livres e independentes; 15 anos que evidenciam a capacidade de resistência deles e de suas famílias, aos quais os 272 delegados procedentes de 51 países em representação de todos os continentes rendemos homenagem.

Entrar no ano 16 de suas prisões nos impõe a todos o maior esforço para impedir que seu regresso à Pátria seja por cumprimento de pena, no caso de Fernando os primeiros meses de 2014, ainda que sua condenação termine em 27 de fevereiro, terá que passar a uma prisão de imigração até ser deportado a sua pátria. Antonio em 2017, mas por ser cidadão norte americano lhe aplicaram 5 anos mais de liberdade vigiada. Ramón em 2024 e Gerardo, o mais castigado de todos, sem data de regresso já que pesa sobre ele a mais brutal das sentenças. O governo dos EUA pretende que Gerardo morra na prisão.

Os recursos de apelação extraordinária, ou Habeas Corpus, apresentados pela defesa continuam sem resposta. O escandaloso pagamento por parte do governo dos EUA a jornalistas para que criassem uma atmosfera de culpabilidade antes e durante o julgamento segue sem resposta, e continuam ocultas por 17 anos as imagens de satélite que demonstram que a derrubada dos aviões aconteceu em águas cubanas. Vive em Miami em total impunidade o terrorista internacional Luis Posada Carriles, cuja extradição para a Venezuela continua sem efetuar-se desde 2005.

Ante tanta impunidade e tantos anos de cárcere injusto, com profunda preocupação nos perguntamos como confiar em um sistema de justiça que castiga os inocentes e dá total impunidade aos criminosos. Tristemente o caso dos Cinco demonstra que o sistema de justiça dos EUA foi sequestrado por um pequeno grupo de fascista mafiosos, que colocam seus ódios e interesses mesquinhos à frente da política exterior dos EUA.

Voltamos a nos perguntar, dada a passagem inexorável do tempo, quais foram e serão as sequelas para a saúde física e mental dos Cinco e de suas famílias depois de tantos anos de injusto e ilegal castigo.

O ex Fiscal Geral dos EUA, Ramsey Clark, disse: “Não se poderá ignorar o mal que se fez com essa decisão arbitrária. O mal a estas pessoas hoje presas. O mal a suas famílias e o mal às relações entre Estados Unidos e Cuba (…). Algum dia nos Estados Unidos teremos que pagar por esse julgamento errado”.

Pensemos nas palavras de Ramsey Clark para que o dano que já foi feito não se perpetue no tempo. Multiplicar as ações do movimento de solidariedade em torno dos Cinco, coordená-las e articulá-las em unidade de ação são os eixos principais para aproveitar a enorme capacidade de ação dos comitês que pelo mundo trabalho por sua liberdade.

Os 272 delegados de 51 países assistentes ao IX Colóquio Internacional pela Liberdade dos Cinco e Contra o Terrorismo, convocamos a:

1) Intensificar e apoiar desde nossos países as ações nos EUA, com a ajuda econômica de todas as organizações de solidariedade do mundo, concentrando a demanda ao presidente Barack Obama, para que, em uso de suas faculdades que lhe confere a Constituição de seu país, liberte aos Cinco e os devolva a Cuba sem qualquer condicionamento.

2) Apoiar e divulgar informação sobre a realização na Europa da Comissão Internacional de Investigação no caso dos Cinco, que se levará a cabo em Londres em 7 e 8 de março de 2014 e contará com a presença de importantes personalidades.

3) Apoiar a III Jornada de Denúncia e Solidariedade “5 dias de Ações pelos Cinco” em Washington DC, de 4 a 11 de junho de 2014, acompanhando a mesma com ações e manifestações em frente às embaixadas dos EUA em todos os países.

4) Estimular a participação massiva no III Encontro Mundial de Solidariedade com Cuba e no X Colóquio, a serem realizados em Havana de 27 a 31 de outubro de 2014, convocado pelo Instituto Cubano de Amizade com os Povos, as organizações sociais cubanas e o capítulo cubano da Rede em Defesa da Humanidade, onde continuaremos demandando a liberdade imediata de nossos Cinco irmãos e o levantamento do genocida bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto a Cuba pelo governo dos EUA.

5) Intensificar o trabalho com parlamentares de todo o mundo para conseguir um forte pronunciamento destinado ao Congresso dos EUA e ao presidente Obama, de maneira especial, do Parlamento Europeu, da América Latina e África, assim como estimular que seus parlamentares visitem os Cinco.

6) Continuar a campanha de ações do dia 5 de cada mês com envios de cartas e de mensagens ao site da Casa Branca, chamadas telefônicas, plantões em frente às embaixadas e consulados dos EUA, entre outras ações. É importante incluir personalidades do mundo para que desde cada país uma personalidade escreva a Obama no dia 5 de cada mês e faça pública essa ação.

7) Solicitar aos religiosos de diferentes congregações, credos e cultos do mundo que interatuem com seus pares nos EUA e no Canadá a favor dos Cinco, e solicitem ao presidente Barack Obama uma solução humanitário neste caso.

8) Trabalhar com os sindicalistas de todos os continentes para que interatuem com seus homólogos nos EUA para organizar ações em luta pela libertação dos Cinco.

9) Seguir utilizando e aumentar o uso das redes sociais como Facebook, Twitter, YouTube, Blogs e mídia alternativa para insistir na denúncia e divulgação do caso.

10) Expor a conduta criminosa do governo dos EUA em haver corrompido a justiça em Miami com pagamentos secretos a jornalistas antes e durante o julgamento dos cinco, assim como utilizar essa informação para que juristas e jornalistas nos EUA e no mundo exijam ao governo dos EUA a imediata libertação dos cinco.

11) Convocar a juventude do mundo à realização do shows, fóruns educativos sobre os cinco em escolas e universidades, maratonas e outras ações em defesa dessa nobre causa e a OCLAE e a Federação Mundial de Juventudes Democráticas, assim como as redes macrorregionais que incluam uma agenda de iniciativas próprias nos fóruns internacionais de que participam, de maneira especial na edição do XVIII Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes, a ser realizado em dezembro em Quito, Equador. Enfatizar a questão para os jovens e estudantes norteamericanos.

12) Incrementar o apoio de intelectuais, artistas e delegações esportivas participantes em eventos nacionais e internacionais com projeções de divulgação, especialmente a elaboração de materiais audiovisuais sobre os Cinco, cujas mensagens sejam compartilhadas e multiplicadas através das redes sociais e outros canais de informação.

13) Exigir do governo dos EUA a extradição do terrorista Luis Posada Carriles para a República Bolivariana da Venezuela, cujo governo reclama por violações aos Direitos Humanos e a leis desse país.

Queridos amigos:

Quinze anos de injusta prisão a Cinco inocentes comprometem seu direito à vida, à soberania e à dignidade por que lutam todos nossos povos. Não é apenas a Cuba que pretendem castigar junto com os Cinco em suas prisões, é a cada um de nós.

Por Gerardo, Ramón, Antonio e Fernando, pelo sacrifício de René, porque os Cinco continuam sendo os Cinco, trabalhemos sem descanso para exigir:

Liberdade incondicional! Agora!

Holguín, 17 de novembro de 2013

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